quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Documento do Movimento Humanista


Os humanistas são mulheres e homens deste século, desta época. Reconhecem os antecedentes do Humanismo histórico e se inspiram nas contribuições das diferentes culturas, não somente daquelas que neste momento ocupam um lugar central. São, além disso, homens e mulheres que deixam para trás este século e este milênio e se projetam para um novo mundo.

Os humanistas sentem que a sua história é muito longa e que o seu futuro é ainda mais extenso. Pensam no porvir, lutando por superar a crise geral do presente. São otimistas, crêem na liberdade e no progresso social.

Os humanistas são internacionalistas, aspiram a uma nação humana universal. Compreendem globalmente o mundo em que vivem e atuam no seu meio imediato. Não desejam um mundo uniforme, mas múltiplo: múltiplo em etnias, em línguas e costumes; múltiplo em localidades, em regiões e autonomias; múltiplo em ideias e aspirações; múltiplo  em crenças, em ateísmo e religiosidade; múltiplo em trabalho; múltiplo em criatividade.

Os humanistas não querem amos; não querem dirigentes nem chefes, nem se sentem representantes nem chefes de ninguém. Os humanistas não querem um Estado centralizado, nem um Para-Estado que o substitua. Os humanistas não querem exércitos policialescos, nem bandos armados que os substituam.

Mas, entre as aspirações humanistas e as realidades do mundo de hoje, levantou-se um muro. É chegado, então, o momento de derrubá-lo. Para isso, é necessária a união de todos os humanistas do mundo.

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